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Showing posts from September, 2017

Rock in Sampa

Mais uma edição do Rock in Rio. Esse ano, como sempre, um monte de coisa que não é rock: Fergie, Ivete, etc. Tudo bem, pois os fãs de rock foram brindados com shows irretocáveis de clássicos como Def Leppard e Tears for Fears, além da lenda do rock The Who.
Certo? Errado.
As apresentações dessas bandas foram, de fato, excepcionais. Mas a organização do evento fez trapalhadas que o roqueiro carioca e os milhares de turistas que prestigiaram o evento não podem perdoar.
Def Leppard é uma banda cheia de história. O cancelamento da vinda na primeira edição do Rock in Rio, a amputação do braço de Rick Allen, a volta por cima com o mega-álbum Hysteria (um dos discos mais vendidos da história), a morte de Steve Clark e a ressurreição do conjunto com Vivian Campbell. E uma incontável coleção de clássicos nessa trajetória, um deles “Foolin“, música indispensável nos shows da banda desde o álbum Pyromania.
Bem... exceto no Rock in Rio. A desastrada organização, independente da magnitude do artista, …

Como água para chocolate

O filme mexicano “Como água para chocolate” foi um sucesso do cinema nos anos 90. Ele conta a história de Tita, uma jovem cuja família tinha uma regra: a irmã mais nova deveria cuidar da mãe até sua morte e, para isso, não poderia se casar.
No Brasil, temos diversos entes públicos cuja missão parece ser cuidar da burocracia até sua morte (teríamos um Highlander aqui?) e, para tal, não podem permitir o progresso econômico e social. O Cade é um deles.
Em 2002, a Nestlé firmou a compra da Garoto, promovendo a fusão em 2003. Agora – 14 anos depois da combinação das companhias – o Cade determina que a Nestlé é obrigada a vender certas marcas de seu portfólio. O leitor entendeu bem: 14 anos depois. E a burocracia segue vivinha da silva.
A missão do Cade é a “defesa econômica”, ou seja, evitar a formação de grupos ou cartéis que controlem preços e lesem o consumidor. Será que nesses 14 anos o consumidor de chocolates sentiu-se “indefeso”? Claro que não, pois o negócio de fabricação de chocolat…

Indigna Nação

Ah, os artistas... Sempre eles...
Samuel Rosa, líder da banda Skank, tentou dar um recadodurante sua apresentação no Rock In Rio mas não foi muito feliz. Esboçou uma linha de raciocínio meio tosca para esculachar os políticos brasileiros e separá-los do povo. Ninguém discorda que nossos políticos merecem ser esculachados, extirpados, presos. Mas você acredita mesmo no povo brasileiro, Samuel? Quem colocou os políticos em seus cargos, Samuel? “Cada povo tem o governo que merece”, já dizia Joseph-Marie Maistre em 1811.
O pior foi a reação do povão – aquele em que Samuel acredita. Os brados de “Fora, Temer” ecoaram em uníssono pelo mar de gente que lotava a Cidade do Rock. Será que ninguém entendeu nada? Samuel tentava separar o povo brasileiro de toda a escória política, e a galera responde com bordão de cunho político. Será que sabem que Rodrigo Maia – outro político, de família e de carteirinha – assumiria o comando? Meu Deus... Só faltou o grito de “Volta, Lula” para carimbar de vez q…

Yes, we have storms!

Enquanto o mundo inteiro acompanha o furacão Irma, é interessante imaginar como seriam os furacões do Atlântico se eles nascessem no Brasil...
Os furacões Gisele, Alessandra e Izabel já conhecemos bem. Saíram do Brasil, chegaram aos EUA, arrebentaram por lá e continuam causando estragos aos corações.
O furacão Neymar seria ensaboado, driblando os fiscos de todos os países por onde passasse. Geddel, por sua vez, faria chover dinheiro vivo.
A tempestade Fernando Henrique seria inofensiva – daria palpite em tudo mas não sairia do lugar, ficando sempre à esquerda.

Já o furacão Jandira carregaria faixas ridículas (“Não mexam nos meus direitos”), posaria com “intelectuais”, defenderia marginais, drogados e arruaceiros, mas no final só teria 3% de votação. Categoria 1, sem necessidade de evacuação. Causa mais raiva, indignação e vergonha do que devastação. Freixo é parecido, porém muito mais perigoso. Conta com alto poder destrutivo apesar de parecer uma brisa do mar.
Joesley seria um furacão de …