Home oyster


(Por: Mariano Andrade)

Roberto Goizueta foi o executivo que comandou a Coca-Cola nas décadas de 80 e 90 até seu falecimento em 1997. Sua gestão foi extremamente vencedora e as ações da companhia tiveram uma valorização sensacional no período.

Goizueta foi um inovador. Durante sua liderança, a empresa adotou a medição de resultados pelo EVA (economic value-added), medida que deduzia do lucro contábil o valor do custo de capital. Mais tarde, diversas outras companhias passaram a adotar metodologias similares e, em pouco tempo, o conceito tornou-se o padrão entre as grandes corporações.

O maior erro de Goizueta enquanto esteve à frente da Coca-Cola foi o lançamento da New Coke em 1985. A Pepsico havia iniciado uma campanha publicitária agressiva mostrando blind tests reais realizados no meio da rua em diversas cidades americanas. Nesses blind tests, a pessoa era vendada, provava um gole de coca-cola e um gole de pepsi-cola e depois era instada a dizer qual sabor preferira. A esmagadora maioria dos testes indicava uma preferência pelo sabor da pepsi-cola.

Goizueta entendeu que estava havendo uma mudança de gosto no consumidor e colocou em curso um projeto para alterar a fórmula da coca-cola, deixando-a mais açucarada. Nascia a New Coke.





A New Coke foi um fracasso tanto nas métricas mercadológicas como em relação a outros stakeholders: houve uma onda de processos movidos por engarrafadoras independentes além de represálias na opinião popular e recordes de reclamação nos serviços de SAC. Apenas alguns meses após o lançamento da New Coke, a fórmula original foi reintroduzida no mercado com o nome de Coca-Cola Classic. A New Coke foi descontinuada em 1992, já após ter sido rebatizada Coke II.

O livro Blink de Malcolm Gladwell faz uma análise post-mortem interessante do fiasco. Afinal, por que o produto concebido com base em resultados estatisticamente significativos dos blind tests falhou tão espetacularmente? A explicação é que os blind tests não refletiam a experiência de consumo da vida real. Nos primeiros goles, os consumidores de fato preferem o sabor mais açucarado, mas ele se torna enjoativo rapidamente e piora substancialmente a experiência de beber uma latinha inteira.

**

A pandemia do covid-19 e o confinamento em diversos países levou à necessidade de as empresas funcionarem com a maioria (ou a integralidade) de seus quadros em home office. O fato de boa parte das pessoas contar com plano de dados ou banda larga, além da disponibilidade de ferramentas de vídeo-call, possibilitou uma transição relativamente suave. Em geral, o home office funcionou bem.

Algumas empresas rapidamente anunciaram home office até o fim de 2020. Outras, mais vanguardistas, já decretaram que oferecerão a opção de home office indefinidamente aos seus funcionários. Algumas companhias já comunicaram a devolução de lajes comerciais, redimensionando seu espaço para um número menor de pessoas com postos permanentes no escritório.

Esse movimento tão apressado pode ser a New Coke de vários CEOs competentes e bem-sucedidos.

**

Na biografia de Steve Jobs, o escritor Walter Isaacson conta que, quando a Apple decidiu construir sua nova sede, Jobs queria apenas um conjunto de banheiros, situado no centro do enorme complexo. Segundo Jobs, o encontro aleatório de pessoas de diferentes departamentos era algo desejável e a existência de apenas um conjunto de banheiros estimularia o tráfego de funcionários e aumentaria o número desses encontros. Jobs acreditava que essas interações eram fundamentais para a geração de ideias, insumo indispensável para uma companhia inovadora como a Apple. Depois de muito trabalho dos arquitetos, Jobs foi convencido a aceitar dois conjuntos de banheiros, dadas as enormes dimensões da sede.

Jobs tinha razão. Muitas invenções transformadoras aconteceram por acidente, como a borracha vulcanizada e a penicilina. O autor Nassim Taleb também toca nesse ponto em seu livro Fooled By Randomness, postulando que o indivíduo que pega sempre o mesmo trem, rigorosamente no mesmo horário, limita a aleatoriedade em sua vida e está perdendo oportunidades de fortuitamente encontrar velhos amigos, um novo romance ou um financiador para seu novo projeto que usem trens em outros horários.

No home office, nada disso acontece. Não há encontros aleatórios e nem acidentes fortuitos. Portanto, as empresas que adotarem home office para sempre, ou home office para certos times certamente perderão em criatividade coletiva. Podem estar economizando despesas de aluguel no curto prazo e tornando a vida dos funcionários mais fácil, mas criam brechas para concorrentes que melhor preservem sua capacidade inovadora. Isso pode custar muito caro no longo prazo.

**

O home office funciona bem individualmente, a produtividade é muito grande, as pessoas se fecham em suas “ostras” domésticas e produzem como loucas de 8 da manhã às 8 da noite, engolindo um almoço em 15 minutos. Há a sensação de muita produção, mas a maior parte é cumprimento de processo.

Por outro lado, a produtividade coletiva é péssima. As reuniões virtuais são ineficientes, é mais difícil controlar os horários, há uma formalização desnecessária para todos os assuntos (“call” para tudo, mesmo para assuntos que demandariam um bate-papo de 2 minutos presencialmente). Isso tudo sem falar no quesito inovação.

Trabalhar em ambiente tipo “ostra” inibe a otimização do uso do cérebro. É normal terminar um vídeo-call de uma hora muito mais cansado do que após uma reunião presencial de duas horas. Num call de uma hora dentro um bunker de home office, o indivíduo está forçando seu cérebro a usar toda sua capacidade cognitiva em uma imagem e um som. Numa situação presencial, o cérebro despenderia energia em outras decodificações (Qual a expressão corporal de cada participante? Quem passou no corredor? Vale a pena pedir um café para acalmar os ânimos?) e operaria de forma mais equilibrada. O desequilíbrio causado pelo vídeo-call exaure o indivíduo de forma desproporcional, muito poderio cognitivo é empregado em uma situação pouco complexa. Ou seja, a produtividade coletiva à distância é fisiologicamente comprometida, mesmo que a tecnologia permita a interação.

Como a interação com outras pessoas é inevitável, no longo prazo o home office drenará energia de seus usuários e a sensação de alta produtividade evaporará. Exceto em equipes estritamente processuais onde a produção é majoritariamente individualizada (como por exemplo em programação computacional), os próprios funcionários que hoje dizem preferir o home office vão mudar de ideia com o tempo. Afinal de contas, somos seres sociais.

**

A experiência de quatro meses em home office é pouco representativa. Tratou-se de um período onde havia muitas incertezas ocasionadas pela pandemia e, portanto, inovação não foi uma pauta premente nas companhias. As pessoas ocuparam-se majoritariamente de processos e percebeu-se uma produtividade elevada. Mas esse é o arquétipo da conclusão precoce baseada em premissa equivocada: assim como ninguém toma apenas um gole de refrigerante, nenhuma companhia prospera (nem mesmo se mantém) apenas cumprindo processos.

Sancionar home office em caráter permanente pode ser a nova New Coke.



Comments

  1. Replies
    1. Obrigado, Jean. Fique à vontade para visitar os outros artigos do blog. Abs

      Delete
    2. Me surpreende esse comprometimento com o Home office , principlamente quando vindo de grandes empresas globais pois o conceito de Home Office e' antigo, ha' mais de 25 anos e se nao foi adotado ate' agora deve ter algum motivo. Trabalho numa grande empresa global de TI que foi uma das precursoras do HO e em 2018 começou a reverter o processo , pois entendeu que com a reciclagem da força de trabalho ao longo dos anos, era necessario concentrar novamente nos escritorios, dar um banho de cultura corporativa nos novatos, reenergizar, criar laços com a empresa , etc.... É claro que a Covid deu uma parada nesse processo mas será retomado oportunamente.

      Delete
  2. Replies
    1. Obrigado. Fique à vontade para visitar as outras postagens no home do blog. Abs

      Delete
  3. Mariano, excelente artigo. Como faço para falar com você? Pode me passar um contato, por favor?

    ReplyDelete
  4. Gostei muito, vc tem artigos que relatam experiência em pequena empresa de prestação de serviço, transporte, após a pandemia.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Obrigado. Sobre esse tema específico, não. Toco em alguns pontos nesse link aqui

      https://c-ponto.blogspot.com/2017/12/sunob-demografico.html

      Embora seja sobre as grandes operadoras de ônibus...

      Delete
    2. Falo sobre a pandemia neste aqui

      http://c-ponto.blogspot.com/2020/08/paodemia.html

      Delete
  5. Contraponto muito interessante e com bons argumentos. Parabéns!

    ReplyDelete
    Replies
    1. Obrigado, Eduardo. Fique à vontade para visitar os demais artigos do blog.

      Delete
  6. Embora discorde totalmente do texto, reconheço a qualidade do mesmo.

    ReplyDelete
  7. Eu também acho reuniões virtuais estressantes, mas acho que é apenas falta de costume. Quando meu filho mudou para o exterior, cada chamada de vídeo era um acontecimento, mas agora, depois de 10 anos, é como se ele estivesse ao meu lado. Podemos falar por horas enquanto realizamos outras atividades.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Interessante seu relato, mas acho que o uso do cérebro é diferente de uma situação profissional. Outro dia saiu uma entrevista do Daniel Goleman no Valor falando com mais propriedade do que eu sobre o tema de reuniões virtuais. O ponto que ele coloca é que o cérebro não está programado (ou acostumado) para identificar em um mosaico de videocall quem está concordando ou discordando de você. O cérebro não é munido de informações que habitualmente temos nas interações presenciais. Vale a leitura!

      Delete
    2. "O corpo fala". Muito da interação foi perdida. Seu artigo é brilhante, parabéns!

      Delete
    3. Tentei encontrar a entrevista do Daniel Goleman no Valor mas não encontrei. Teria o link? Grato.

      Delete
    4. Acho que é esse aqui

      https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/08/31/aprender-sobre-as-emocoes-e-tarefa-essencial-na-crise.ghtml

      Delete
  8. Boa tarde Mariano, gostei muito do seu textão sobre esse home office enjoativo... Voce usa o linkedin ? não te achei por lá, e não consigo compartilhar diretamente por aqui. Mas, vou compartilhar com seus creditos e link desta pagina. Sucesso. abs Patricia Asseituno

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oi, Patricia. Obrigado pelo comentário

      Vc pode compartilhar esse link se quiser, ele funciona via whatsapp:

      http://c-ponto.blogspot.com/2020/07/home-oyster.html

      Delete
  9. Oi Mariano. Gostei da sua reflexão. Vc tem linkedin?

    ReplyDelete
    Replies
    1. Obrigado. Pode me mandar email no macd.andrade@gmail.com

      Abs

      Delete
  10. Olá, desculpe vai vou discordar. Sua análise se limita ao ser social somente no trabalho. Sem ignorar a importância do trabalho na vida das pessoas, acredito que home office possibilita a potencializar outras relações, sobretudo as familiares. A troca de ideias com filhos, esposa e pessoas fora do ambiente do trabalho, na minha avaliação, tb pode estimular a criatividade. Da mesma maneira que vc citou exemplos de situações em que o ambiente presencial leva vantagem, há inúmeras outras que o virtual da conta sem prejuízos. Enfim, tudo depende de como cara indivíduo se relaciona e equilibra as bandejas trabalho-família-vida social. A discussão é boa e vale a reflexão equilibrada.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Olá. Nenhum problema discordar. O artigo fala mais sobre decisões precoces com informações limitadas ou que não reflitam o cenário real. E também sobre as limitações do home office, mas não discordo que o HO tem sua utilidade dentro de um mix balanceado. Saberemos melhor em alguns anos, talvez tenhamos amostras de empresas que tiveram decisões diferentes e poderemos avaliar suas respectivas performances.

      Delete
  11. Muito boa sua visão sobre o homeofice e acho que, se houver uma programação de um período home intercalado com o presencial seria perfeito !

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oi , Sonia. Sim, um balanceamento dos 2 formatos pode ser muito útil em alguns casos. O artigo fala sobre decisões precoces, que acho que foi o caso de alguns anúncios. Veremos em alguns anos...

      Delete
  12. Resumiu tudo. Há uma infinidade de interacoes que ocorrem num ambiente de trabalho que jamais se reproduzira no home office. O deslocamento, a solucao numa conversa de corredor, num encontro de vaga de garagem... jamais

    ReplyDelete
  13. Excelente reflexão, como você citou nosso cérebro não está preparado e outras doenças virão através do HO, esses encontros fazem muito bem, em um certo momento pensei até em adotar, mas tenho lido algumas reflexões assim como a sua que me fizeram parar para refletir, mas também gosto da ideia de HO intercalado, onde permitimos os encontros inusitados na vida profissional e potencializar as relações familiares, buscando um equilíbrio entre os dois.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Obrigado. Sim, um mix equilibrado pode ser útil. Veremos em alguns anos...

      Delete
  14. Parabéns! Cabe uma análise com olhar no passado da humanidade para verificar quando nós como espécie evoluímos coletivamente.

    ReplyDelete
  15. Excelente contraponto, sendo mesmo necessário avaliar os efeitos no longo prazo.
    Parabéns!

    ReplyDelete
  16. I agree , the balance is need always

    ReplyDelete
  17. I agree , the balance is need always

    ReplyDelete
  18. I agree , the balance is need always

    ReplyDelete
  19. Excelente reflexão. A confirmação de resultados requer tempo e é muito dependente das ações que estão sendo tomadas agora. Se não forem estabelecidos limites e disciplina, tanto individuais como coletivos, a "vida particular", incluindo pricipalmente saúde e família, serão fortemente comprometidas. O mundo corporativo passou a ser acessível e presente em 100% do tempo para muitas pessoas, de uma forma muito rápida. Isso foi e está sendo muito bom mas sem acompanhamento adequado, pode trazer conseqüências indesejadas.

    ReplyDelete
  20. Ola. Parabens pela reflexão. Para mim, faz sentido. Trabalho ha anos majoritariamente em home office e com 2 idas semanais ao escritorio. Mas nunca estive tão cansado como nesses meses. Posso compartilhar seu texto?

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oi, Luiz. Procure uma entrevista no Valor do Daniel Goleman. Fala sobre o uso do cérebro nos videocalls com bastante mais propriedade do que eu. Pode compartilhar o link sem problema. O texto viajou pela internet com algumas modificações "não-oficiais", rsrs. Abs

      Delete
  21. Caro Mariano
    Trabalhei em home office durante 12 anos, retornei para o trabalho presencial por cerca de 2 anos, e agora, com a pandemia voltei ao teletrabalho. Realmente as reuniões remotas são muito mais cansativas do que as presenciais, estão todos constatando isso... Mas estou achando ótimo agora que muitos (a maioria do meu relacionamento profissional) estão em trabalho remoto. Antes era comum eu participar de reuniões onde somente eu participava remotamente e os outros participantes estavam fisicamente em uma sala de reunião... daí o povo esquecia que tinha um participante remoto. E quando duas ou mais pessoas falavam junto, éra impossível entender a mistura de sons que chegava no fone. Agora não sou mais esquecido ;)
    Como tudo, o home office tem o lado bom e o ruim. Faço reuniões diariamente com participantes de vários estados... os projetos que participo não pararam com a pandemia, então, o fato de não ter o problema da distância é talvez, o principal ponto positivo.
    A falta do lado social é possível amenizar com encontros virtuais para simplesmente tomar um cafezinho ou fazer um happy hour virtual com os amigos... Substitui os encontros presenciais? Claro que não! Mas posso reencontrar os amigos distantes com mais frequência...
    Vencido o problema do espaço, vem o problema do tempo... não perdemos tempo no trânsito, poluímos menos o ar, etc. etc...
    E o lado negativo? Tem um livro do Pierre Lévy (O que é Virtual?) que fala bem de uma questão, que quando li, há mais de 20 anos, não tinha entendido bem o que ele queria dizer. Quando me tornei um teletrabalhador, entendi. Lévy fala que no virtual o público se mistura com o privado. Esse é, talvez, o lado mais perverso do home office.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Eloi, obrigado pelos comentários. Interessante sua observação, realmente a pandemia forçou a haver uma "etiqueta" para videocalls. Abs

      Delete
    2. Sim, é verdade. Mas creio ir além da etiqueta ou da netqueta... é um pedaço da sua casa virar "público", é a invasão do aconchego do lar, é a dificuldade em separar o seu espaço privado com o profissional, é o seu tempo privado ser invadido. A fronteira fica difusa...

      Delete
  22. Caro Mariano, muito interessante o artigo, excelente visão deste momento atípico que estamos passando. Eu não trabalhava em home office, trabalhava sim em casa as vezes depois o horário ou fim de semana, mas comecei devido a pandemia. Então para mim foi uma adaptação ao dia a dia. Realmente no "HO", você fica mais tempo em frente ao computador e precisa ter uma disciplina. Concordo em vários pontos, com o seu artigo, principalmente na parte da coletividade, realmente sinto falta do contato "face to face". Em relação a este ponto, uma coisa interessante, nas calls que tenho realizado, são poucas as pessoas que aparecem com vídeo, a grande maioria, fica somente na voz, sem imagem, a "desculpa" é que carrega a rede e fica ruim, com falhas de comunicação. Agora a minha intensão, é começar ir a no escritório uma vez por semana, assim começo a "quebrar" um pouco a rotina. Abs.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Obrigado pelos comentários e por compartilhar sua experiência sobre HO. Abs.

      Delete
  23. Texto muito bom e pertinente aos dias de hoje. Eu já trabalhava home-office antes mesmo da pandemia, pois a maioria dos meus trabalhos são de desenvolvimento de sistemas e qualidade de software, facilitando assim o trabalho remoto. Mas sempre fiz questão de 1 ou 2 reuniões semanais para "sentir" o contato, feedback e ideias do parceiro (e também do cliente) mais de perto e até ler um pouco da "linguagem corporal", coisa que é difícil de fazer remotamente. Parabéns pelo texto e pelo blog. de qualidade. Estou gostando do conteúdo.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Jonga, obrigado pelos comentários. Legal ver o pessoal que tem mais vivência com HO trocando experiências aqui e, por vezes, discordando. O debate está bem legal. Vamos ver em alguns anos como vai ficar esse "mix" em cada tipo de empresa. Acho que uma coisa é certa, viabilizará contratações remotas. Abs.

      Delete
  24. Concordo integralmente com seu texto no sentido que conclusões sobre as vantagens ou não do home office são muito precipitadas para um evento ainda recente. Até o ano passado trabalhei em uma organização educacional internacional onde as reuniões virtuais eram uma constante e muito se podia resolver. Entretanto as reuniões presenciais que por foram ficando raras por questões de custo, eram sem dúvida as que mais estimulavam as pessoas. Acredito que um balanceamento racional entre atividades presenciais e reuniões virtuais poderá chegar a um resultado melhor para as organizações. Oscar Hipólito

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oscar, obrigado pelos seus comentários. Vamos ver onde esse negócio vai parar e o tipo de mix que cada setor/cia vai adotar. Abs.

      Delete
  25. Prezado Mariano, tentei procurar e não achei referências sobre seu perfil, sugiro que publique no seu blog para que saibamos de quem é a opinião que está sendo emitida. Com relação ao seu post sugiro também duas leituras a todos que estão aqui concordando com você:
    https://www.euax.com.br/2020/05/programa-de-inovacao-em-home-office/
    https://medium.com/innovation-machine/home-office-or-corporate-office-the-future-of-collaboration-9756b1fb6343

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oi, Gilberto. Obrigado pelos artigos , vou ler sim. Abs

      Delete
    2. Li os dois textos sugeridos e, apesar de escritos no calor do momento pandêmico, continuo concordar com o Mariano ao dizer que ainda é muito cedo para tirar conclusões definitivas sobre home office como a solução para as organizações. Como diz o velho ditado: prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém!

      Delete
    3. Também não vimos os efeitos na saúde das pessoas. Em regime de HO for all, nem todos teriam a mesma disciplina para manter rotinas e regras. Os corpos reagiriam de forma diferente a , por exemplo, o excesso de radiação azul da tela por mais horas. Etc etc etc. A produtividade individual média não será a mesma daquela observada nos primeiros meses de pandemia, creio.

      O ponto principal do artigo é realmente apontar a decisão precoce.com base em dados incompletos ou misleading. E , acessoriamente, mostrar o que se perde com a proposta de HO Forever.

      Mas o tempo dirá. Veremos. Algum dia , daqui a 20 anos, talvez haja um novo livro no estilo "built to last" comparando as cias que tomaram diferentes caminhos

      Delete
  26. Me inspirei e fiz adendos, espero que não se incomode: SUCESSO pra ti. https://www.linkedin.com/pulse/que-refrigerante-voc%25C3%25AA-quer-beber-libia-macedo-cem

    ReplyDelete
  27. Raciocínio muito bem estruturado e bases históricas consistentes, parabéns pelo trabalho ! Divulguei fortemente no segmento do turismo corporativo que foi fortemente afetado pelo Covid.

    ReplyDelete
  28. Muito Bom!!!! Parabéns Mariano !!!!

    ReplyDelete
    Replies
    1. Se for o Mauro que eu estou achando.... Larga esse HO aí na terra da new coke e vem tomar uns chopes aqui com a galera
      Rsrsrs. Vcs faz muita falta, irmão. Abs

      Delete
    2. A melhor coisa é poder tomar um chopp com os amigos. HO não está com nada !!!

      Delete
  29. Olá Mariano! Será que não é uma resistência enorme a mudança, por ser mais fácil voltar a ser como era, do que desenvolver formar de fazer melhor? O homeoffice é o presente. Não há necessidade de associar crescimento e troca com presencial. O Inside Sales, é a forma de negociação que mais cresceu e se estabeleceu nos últimos anos, e ele consiste justamente em nem ver, nem tocar, mas vender com qualidade, escuta ativa e tudo que for necessário.
    MAs é ótimo levantar o tema pra reflexão.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Olá. O futuro ninguém sabe, mas o artigo fala principalmente de decisões precoces.

      Sobre gestão, não conheço modelos totalmente virtuais, mas podem existir.

      Sobre inovação, veremos. Mas acredito muito no poder do acaso, ele multiplica os cenários.

      Abs

      Delete
  30. Eu lembro Alvin Toffler. Falando disso, me parece que nem o presencial nem o home office, mas nós. Prontos a aprender, desaprender e reaprender.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Boa colocação. Vamos ver se conseguimos reaprender as relações humanas e profissionais pós 2020. Em todos os campos , teremos mudanças.

      Aqui no Brasil desaprendemos a debater, tudo virou binário, bem antes do covid, e não sei quando/se reaprenderemos.

      Delete
  31. Texto muto bom de verdade, concordo com ele entorno de 90%, mas como tudo na vida, não podemos ir aos extremos, tudo tem o seu lado bom e seu um lado ruim, temos que sempre achar um meio termo.
    Eu discordo quando ele fala que a produtividade aumentou com o Home office, acho que em sua maioria o Brasileiro não tem maturidade suficiente para o Home office, em grande parte as pessoas sempre pensam em levar vantagem, deixando suas atividade para depois ou para outros fazerem, poucas pessoas pensam no bem comum, em como posso fazer esta atividade mais rápido e melhor, trazendo um melhoria para ele e para empresa em que trabalha. Isso não é exclusividade do Home office, mas as pessoas acham que estão mais protegidas porque não tem ninguém olhando, em muitos casos não temos como mensurar as horas realmente trabalhadas de cada dos colaborador, e quando falo trabalhada e trabalhadas mesmo, não é conectar em uma VPN e largar o computador ligado ou preencher uma planilha com as mesma atividade do dia anterior.
    Eu concordo principalmente com a parte que ele fala que a empresa tem que ser um seleiro de inovações, por melhor que a pessoa seja tecnicamente ela nunca vai ter todas as repostas, as vezes uma pessoal que mesmo sendo inferior tecnicamente que outra ou até mesmo não sendo técnica, pode ter uma visão diferente da situação que você tem, levantado ao debate ou mesmo um pensamento diferente.
    Como fala o autor somos seres sociais, por mais que tenhamos dias que não queremos ver ninguém, é sempre bom o convívio social. Acho que a guerra da Coke como ficou conhecida trouce uma lição, mas temos varias outras que mostra que a inovação traz sempre bons frutos, é sempre uma linha tênue entre o fracasso.

    ReplyDelete
  32. Muito bons seus argumentos e bastante interessante seu ponto de vista. Textos que nos fazem refletir sobre "certezas coletivas " sempre são fundamentais! E concordo plenamente: somos seres sociais e aquela parada para o cafezinho na cantina da empresa é um vetor para novas visões sobre um mesmo assunto, argumentações, soluções de problemas e até, uma boa gargalhada!

    ReplyDelete
  33. Excelente !
    Como faço para acompanhar os próximos?? Tem Twitter??
    Att
    LF

    ReplyDelete
    Replies
    1. Oi, LF. Obrigado pelo elogio. Sou relativamente old school e não tenho twitter. Eu coloco sempre os textos aqui no blog. A home é
      C-ponto.blogspot.com

      Abs

      Delete
  34. Sugestão de leitura, contraponto do contraponto. Um livros escrito muito antes da pandemia.
    https://basecamp.com/books/remote

    ReplyDelete
  35. Interessante seu artigo. Parabéns!

    ReplyDelete
  36. Excelente, extremo bom senso. A unica coisa que não podemos aceitar são os modismos em Liderança. Nunca deram certo. A cultura é forjada pela liderança com a proximidade humana no mais alto nível.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Barreiro, obrigado pelos comentários. É bem difícil liderar sem empatia, e empatia sem proximidade humana é muito difícil de alcançar. Há alguns líderes fora da curva que poderiam ficar em Marte e ainda assim conseguir aglutinar um time em busca de objetivos empresariais... mas, por definição, são poucos.

      Delete
  37. This comment has been removed by the author.

    ReplyDelete

Post a Comment