Skip to main content

Yes, we have storms!

Enquanto o mundo inteiro acompanha o furacão Irma, é interessante imaginar como seriam os furacões do Atlântico se eles nascessem no Brasil...

Os furacões Gisele, Alessandra e Izabel já conhecemos bem. Saíram do Brasil, chegaram aos EUA, arrebentaram por lá e continuam causando estragos aos corações.

O furacão Neymar seria ensaboado, driblando os fiscos de todos os países por onde passasse. Geddel, por sua vez, faria chover dinheiro vivo.

A tempestade Fernando Henrique seria inofensiva – daria palpite em tudo mas não sairia do lugar, ficando sempre à esquerda.

Já o furacão Jandira carregaria faixas ridículas (“Não mexam nos meus direitos”), posaria com “intelectuais”, defenderia marginais, drogados e arruaceiros, mas no final só teria 3% de votação. Categoria 1, sem necessidade de evacuação. Causa mais raiva, indignação e vergonha do que devastação. Freixo é parecido, porém muito mais perigoso. Conta com alto poder destrutivo apesar de parecer uma brisa do mar.

Joesley seria um furacão de trajetória única. Atravessaria o Brasil inteiro sem perder força, para, ao chegar ao oceano, teletransportar-se para Nova Iorque onde acalmaria instantaneamente. Só causaria danos mesmo ao Brasil. Wesley viria na sequência, fornecendo quentinhas superfaturadas de linguiças recheadas de papelão para as famílias desabrigadas. O governo financiaria este projeto a uma taxa camarada.

Chico, historicamente, é uma tempestade mediterrânea, acometendo primordialmente países como Itália e França. Só de vez em quando aparece no Brasil para dar uma tumultuada. Este já cansou a nossa beleza e ele sabe disso.

O furacão Wyllys seria espalhafatoso, gesticuloso, cuspindo para todo lado (assim como Abreu); mas também teria danos contidos. É sempre a mesma turminha de “estudantes” que está em sua trajetória. Para os demais, é um zero à esquerda.

Quanto ao furacão Crivella, ninguém nunca o viu ou registrou sua ocorrência. Há dúvidas sobre sua existência. Já o furacão Dória corre o risco de “acelerar” demais e logo perder a força – seria uma pena.

As tempestades Dilma, Lula e Cabral criam uma nova classe de furacões, a "categoria X". O "X" aqui é uma incógnita mesmo, pois a devastação causada por eles é de difícil medição. Mesmo anos depois de sua passagem, descobrem-se danos bilionários antes escondidos nos escombros. É como se conseguissem estocar vento.

O furacão Gilmar seria o equivalente atmosférico da caixa de Pandora. Libertaria todos os demais tornados e tempestades, deixando-os soltos para causar os danos que bem quisessem. Uma arma de destruição em massa de fazer inveja ao maluco da Coréia do Norte.

E, finalmente, o furacão Gérson deixaria o Irma no chinelo. Gérson quer levar vantagem em tudo, então furaria a fila, passando à frente dos demais furacões e frustrando qualquer previsão meteorológica acerca da sua trajetória. Não haveria tempo para evacuação, seria devastador. Os brasileiros de bem que o digam.


Comments

Popular posts from this blog

Intelectuais, uma vírgula

Ah, nossos intelectuais... Que turminha tinhosa. Não perdem a chance de se imiscuírem em qualquer debate, sobre qualquer assunto, sendo que em 99% dos casos defendem ideias datadas, estapafúrdias e/ou de interesse próprio (mas não prescindindo do disfarce altruísta).
Recentemente, num ato em suporte ao juiz Bretas (e, claramente, expondo o lamentável Gilmar Mendes) parecem ter tido o raro 1% de acerto. Será?
Quase. Bateu na trave. O cartaz que foi utilizado para o “momento Kodak” do evento continha um erro grosseiro de português. “Não se separa o sujeito do predicado com vírgula”, repetem ad nauseum os professores de Língua Portuguesa. Mas nossos intelectuais cravaram lá: “O Rio, está com você”. Respondendo na mesma moeda: “Este autor, lamenta que vocês tenham tanto espaço na mídia”.


Não foi só em Língua Portuguesa que nossa “elite intelectual” levou bomba na escola. Não aprenderam nada em matemática. Qualquer criança de seis anos que já saiba somar e diminuir consegue antever que aq…

Pretérito mais-que-imperfeito

O ex-ministro Pedro Malan certa vez disse que, no Brasil, até o passado é incerto. Não é 100% verdade. Há a certeza de que o passado sempre muda para pior, trazendo consequências que garantem que o Brasil nunca será o país do futuro.
A recente MP 806 que altera a tributação de fundos exclusivos é a perfeita demonstração disso.
Há cerca de 15 ou 20 anos, a Receita criou o “come cotas”. Parece nome de videogame vintage mas não é – tratava-se de um sistema para antecipar a cobrança de imposto de renda devido por cotistas de fundos de investimento.
Antes do nosso Pac-man fiscal, os cotistas eram tributados somente no resgate. Ou seja, um investidor pessoa-física que detivesse um título de 5 anos seria taxado apenas no vencimento do papel, ao passo que o cotista de um fundo de investimento que detivesse títulos de 1 ano e reinvestisse o capital todo ano só seria taxado no resgate de suas cotas, quem sabe ao final de 10 anos. Dito de outra forma, um fundo com estratégia de investimento de cur…

Não perturbe

A maioria dos quartos de hotel tem aquele penduricalho na maçaneta da porta: de um lado “não perturbe”, do outro “por favor, arrume”.
Os lares brasileiros precisam, com urgência, colocar o sinal “não perturbe” em suas portas. Os teatros, cinemas e museus idem. A “arte” perturbadora é um vírus como o ebola: vem dos “macaquinhos”, pula para o homem e causa estragos.
Nos últimos anos, agendas como ideologia de gênero e minorias LGBT têm ocupado um espaço desproporcional na mídia. Os “artistas” abraçam estas causas, espertamente usando-as como ferramenta de marketing e pegando carona naquilo que está dando Ibope. O resultado tem sido uma arte excessivamente politizada que, ultimamente, mutacionou para uma “arte” cujo único objetivo é ser perturbadora.
Nada errado com arte perturbadora: Picasso, Paganini, Machado de Assis não são exatamente uma dose de lexotan, mas indiscutivelmente são artistas atemporais. Também não há nada errado com a arte que acalma os sentidos, como Monet e Simon and Ga…