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Marco zero

Pronto!

Postei todos os textos que saíram em outros blogs desde o "Vergonha". Agora, vida nova... será? Com o Brasil do jeito que anda, vida velha.


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Intelectuais, uma vírgula

Ah, nossos intelectuais... Que turminha tinhosa. Não perdem a chance de se imiscuírem em qualquer debate, sobre qualquer assunto, sendo que em 99% dos casos defendem ideias datadas, estapafúrdias e/ou de interesse próprio (mas não prescindindo do disfarce altruísta).
Recentemente, num ato em suporte ao juiz Bretas (e, claramente, expondo o lamentável Gilmar Mendes) parecem ter tido o raro 1% de acerto. Será?
Quase. Bateu na trave. O cartaz que foi utilizado para o “momento Kodak” do evento continha um erro grosseiro de português. “Não se separa o sujeito do predicado com vírgula”, repetem ad nauseum os professores de Língua Portuguesa. Mas nossos intelectuais cravaram lá: “O Rio, está com você”. Respondendo na mesma moeda: “Este autor, lamenta que vocês tenham tanto espaço na mídia”.


Não foi só em Língua Portuguesa que nossa “elite intelectual” levou bomba na escola. Não aprenderam nada em matemática. Qualquer criança de seis anos que já saiba somar e diminuir consegue antever que aq…

Pretérito mais-que-imperfeito

O ex-ministro Pedro Malan certa vez disse que, no Brasil, até o passado é incerto. Não é 100% verdade. Há a certeza de que o passado sempre muda para pior, trazendo consequências que garantem que o Brasil nunca será o país do futuro.
A recente MP 806 que altera a tributação de fundos exclusivos é a perfeita demonstração disso.
Há cerca de 15 ou 20 anos, a Receita criou o “come cotas”. Parece nome de videogame vintage mas não é – tratava-se de um sistema para antecipar a cobrança de imposto de renda devido por cotistas de fundos de investimento.
Antes do nosso Pac-man fiscal, os cotistas eram tributados somente no resgate. Ou seja, um investidor pessoa-física que detivesse um título de 5 anos seria taxado apenas no vencimento do papel, ao passo que o cotista de um fundo de investimento que detivesse títulos de 1 ano e reinvestisse o capital todo ano só seria taxado no resgate de suas cotas, quem sabe ao final de 10 anos. Dito de outra forma, um fundo com estratégia de investimento de curt…

Grapiche

A determinação do prefeito de São Paulo, João Dória, em estabelecer uma sensação de ordem é louvável. A política “no broken window” de Rudolph Giuliani foi uma das alavancas para a transformação de NY em uma cidade segura. No caso de São Paulo, o primeiro alvo foi repintar os muros pichados e grafitados em locais onde tal prática não estava autorizada. Nada mau, certo?
Errado. Começa o mimimi. “Grafite é arte”, “pichação é uma maneira democrática de o povo se manifestar”, e por aí vai. Sério mesmo que a ordem pública (condição necessária mas não suficiente para progresso) tem que se sujeitar a essa discussão? Parece que sim, infelizmente.
O brasileiro paga muito caro por obras públicas, que acabam custando o triplo do que deveriam e demorando o quíntuplo do prazo estimado. E o povo reclama disso, com razão, vai às ruas protestar, grita, faz abaixo assinado. Qual é, então, o sentido de um sujeito pichar uma obra pública? Está ferindo o patrimônio público tal qual o político que desvia di…